quarta-feira, 27 de maio de 2009

Um ticket para a lua em 48x, por favor.

the beautiful ordinary

Se alguém te perguntasse, se você quer um mundo só seu, como ele seria? O que – e quem – você levaria para o seu próprio mundo? Imagina, você pode criar tudo o que você quiser lá. O céu, as plantas, até os bichos seriam do seu próprio design. Depois, se você quisesse, poderia levar uns ser humanos para o seu mundo, mas como você é o responsável, tem que se certificar se tudo está em ordem. Claro que no começo tudo demoraria um pouco. As pessoas têm de se acostumar a um novo mundo, isso não acontece de um dia para o outro. Mas logo estariam tão à vontade, que o seu mundo se encheria de vida.

Será que é fácil tomar conta de um mundo inteiro? Será que você não preferiria voltar para o mundo original, que pode ser uma merda, mas pelo menos você não tem que administrar tudinho sozinha? Então você se desfaz do seu próprio mundo e volta a ser um ser humano normal, vivendo na terra, num planeta mágico e lindo, que está na contagem regressiva até seu Big Bang II. E agora, o que você faz? Continua como se nada tivesse acontecido? Segue seu caminho entre as milhares e milhares de pessoas que só querem uma coisa: sobreviver? Ou será que você aprende algum dia, que apesar de não ser Deus e todo-poderoso, você é alguém. Para um qualquer, ser alguém não significa nada. Alguém é um ser indefinido, não é? Que importância ele faz num mundo cheio de nomes imponentes e importantes?

Alguém pode fazer toda a diferencia. Alguém pode mudar o mundo. Alguém pode salvar uma vida. Alguém pode mudar o destino de outro alguém.

Talvez você não seja presidente, governador, cientista ou celebridade. E você não tem nenhuma voz muito forte. Mas você tem voz, não tem? Deve ter alguma razão por que você nasceu. Fazer desse mundo, que já temos um mundo melhor, não é nada impossível. Qualquer sorriso que você causou já faz desse planeta um lugar mais bonito. Se todos nós tentássemos ser uma pessoa melhor, o mundo seria outro. Em vez de resmungar e reclamar faça uma revolução. Não reza por um milagre – seja o milagre! Não desista de algo em que acredita ou que acha certo, só por ser difícil. Não faça as coisas para simplesmente agradar os outros – faça para olhar no espelho sem dor de consciência. Você pode ser toda diferencia que esse mundo precisa. Ou pelo menos fazer toda diferencia na vida de alguém. E com certeza, se cada um tentasse fazer algo bom a cada dia, nem que seja só mandar uma mensagem para um velho amigo, abraçar a mãe bem forte, doar um lanche para alguém com fome, ser educado com vendedores, não jogar a embalagem do chiclete no chão; se todo mundo tentasse, quem sabe – talvez ninguém precisava sonhar em criar um novo mundo.

Um comentário:

  1. Menininha...vc nasceu para comover...tô me sentindo a diferença!
    adorei..vc escreve bem...rs rs
    bjus

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