quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

De Tudo Um Pouco



Eu não vou me apresentar, por que isso é chato. Talvez seria melhor se eu pulasse essa parte e fosse direto ao que interessa. Mas talvez seria melhor eu esclarecer algumas coisas sobre mim. Bom, aí já da pra ver: eu demoro até me decidir. Não é porque eu sou lenta ou coisa assim, é que eu não gosto de errar. Também, quem gosta? Mesmo assim, no final eu sempre me decido pelas coisas erradas e acabo me lascando. Mas de uma maneira boa. Eu só me vi uma vez na vida numa grande miséria. E pros meus 17 anos isso já é muitas vezes. Eu acho.

Eu só tô um ano e alguns mezes no Brasil e nunca estudei português, então se eu tiver escrevendo errado, peço mil vezes desculpas. Vou começar semana que vem a faculdade de Letras/Tradução então, já já estarei escrevendo melhor :) Eu nunca nem entrei numa escola no Brasil, então eu tô meio nervosa por causa da faculdade. Eu não tenho a minima ideia como é uma faculdade. Deve ser bom, já que todo mundo faz. Não sei se eu vou gostar de Letras, acho que sim. Na verdade eu prefiro Fotografia ou Jornalismo, mas aqui em Brasília não tem campo para essas profissões. A gente tem que pensar no futuro né!? Então, é melhor optar pela coisa que te traga mais frutos. Eu posso ser tradutora de alemão para português (e vice versa) ou de inglês para port. Eu adoro traduzir, não sei nem porque. Eu queria mesmo é traduzir livros estrangeiros para o português - tenho que me informar como se faz para virar isso (não sei nem o nome).

Bom, mais vou parar de falar sobre meu futuro profissional, não é mesmo interessante. Hoje eu queria falar sobre um tema muito, muito complicado. Bem, pelo menos pra mim. Eu já falei que sou uma pessoa complicada? Queria falar sobre o jeito que a gente ver as pessoas e as pessoas veêm a gente só pela nossa aparência. Eu pensei muito sobre isso ontem a noite, por que eu tive uma discussãozinha com a minha irmã mais velha, que disse que eu sou fútil, e eu não gostei. Como assim? Eu? Na verdade, eu fiquei um pouco chocada. Eu não me vejo como fútil. Eu sou uma pessoa que vai muito profundo. Eu me interesso por história e pela proteção do meio ambiente e leio muito (muito mesmo, eu sou meio nerd). Mas ela tava falando da minha aparência.

Tudo bem, eu gosto de moda. Eu conheço moda. Eu gosto de criticar as roupas do povo na rua com uma amiga, como se eu fosse a Anna Wintour e as pessoas nas ruas fossem mannequins. Mas isso não quer dizer que eu só ligo para as aparências. É dificil de explicar para uma pessoa, que não tá nem aí para moda, que eu só me divirto observando o estilo dos outros, mas que na hora de conhecer alguém que poderá ser um grande amigo, não importa o que ele veste. Infelizmente já pensam que eu sou fútil e só ligo para o visual, só porque gosto de me vestir bem.

Eu nunca gostei desses nomes como patricinha, emo, punk, etc. O estilo se forma da nossa personalidade e não ao contrário. Eu sempre fui de tudo um pouco; misturava rock'n'roll com glamour, era princesa, pocahontas ou menina skatista. Eu sempre quis ter todas as opções, e não ficar grudada num estilo só.

Não é legal julgar alguém pela sua aparência. Só porque alguém não liga para as tendências da moda, não quer dizer que esse alguém não pode ser a pessoa mais maravilhosa que você vai conhecer.

E só porque alguém é obcecado por moda e não vive sem comprar a Vogue, não quer dizer que não possa ser uma pessoa simples.

Hoje em dia o mundo é cheio de gostos, opiniões, estilos, atitudes. Cada um pode ser quem quiser. Todo mundo é diferente. Isso é ótimo, mas também tem o risco das pessoas começarem a nos ver como pessoas que não somos, só por causa do nosso corte de cabelo. Antigamente, quando as mulheres ainda usavam corset ou até bem mais tarde, nos anos 50, não era tão fácil expressar a sua opinião pelo jeito de se vestir. Agora nós podemos mostrar que somos rockeiras ou a favor da proteção do meio ambiente só usando uma camisa. Até a política já se misturou com moda - quem não viu o Obama enfeitando várias camisas, bolsas etc.?

Podemos mostrar quem somos pela moda. Mas também podemos enganar os outros. Porém, o que realmente interessa é como que nós nos sentimos. É mais importante se a pessoa te faz feliz, do que se tem roupas modernas. Afinal, o que entra no céu é são as nossas almas e não os guarda-roupas...




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